Conheça a Paleo e a Zone Diet.

Quando falamos em Nutrição, é inevitável não se lembrar da dieta Paleolítica, mais conhecida como Paleo Diet e também da Zone Diet. Ambas as dietas, trazem uma abordagem diferente do habitual, uma vez que buscam atender nossas necessidades nutricionais priorizando o aspecto qualitativo dos alimentos e a combinação entre eles, deixando de lado o tradicional cardápio baseado em um cálculo calórico. Vamos conhecer um pouco sobre cada uma delas?

Paleo Diet.

A dieta paleolítica ou Neandertal, ou ainda dieta dos homens das cavernas, propõe uma alimentação voltada aos hábitos dos nossos ancestrais, antes mesmo do aparecimento da agricultura. Os autores baseiam-se no fato de que essa dieta é a ideal até os dias de hoje, pois é a alimentação para qual o nosso organismo foi moldado e pouco se alterou do nosso DNA, desde os tempos primórdios.
Baseado em estudos científicos, os autores da dieta explicam que as doenças crônicas como obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, são decorrentes do consumo excessivo de açúcar, carboidratos e alimentos processados.

Seguindo este princípio, são permitidos apenas os alimentos encontrados na natureza, excluindo ainda grãos (feijões, soja, ervilha, lentilha, grão de bico) e cereais (arroz, trigo, aveia, milho).

As principais condutas da dieta são:
– Alto consumo de proteínas.
– Carboidratos de Baixo índice Glicêmico e um aumento no consumo de fibras.
– Maior consumo de gorduras sendo predominante mono e poli-insaturadas.
– Manutenção do equilíbrio ácido-básico, garantindo uma alimentação alcalina.
– Baixo consumo de sódio e maior consumo de potássio.
– Consumo elevado de vitaminas, minerais, antioxidantes e fitoquímicos.

Abaixo, exemplos do que é permitido (em linhas gerais): 
– Carnes de todos os tipos;
– Peixes e frutos do mar;
– Frutas e verduras frescas;
– Ovos;
– Castanhas e Sementes;
– Gorduras boas.

E o que é proibido (em linhas gerais):
– Industrializados;
– Cereais;
– Leguminosas;
– Leite e derivados;
– Batatas;
– Óleos refinados.

Apesar de não termos mudado nosso DNA em nada do ponto de vista evolutivo, nosso meio ambiente e nossos hábitos de vida mudaram e muito, trazendo outras necessidades nutricionais e condições patológicas. Baseado na total transformação no cultivo agrário e no aparecimento da industrialização alimentícia é impossível comparar a procedência e a composição dos alimentos daquela época com a atualidade. Entretanto, ao passo que nosso alimento é o nosso remédio, ele também pode ser uma importante fonte de toxinas prejudiciais ao bom funcionamento do organismo e possíveis causadoras de doenças crônicas. É justamente por isso que devemos levar em conta muitos aspectos ao escolher os alimentos que vão compor nossas refeições diárias.

Consumo exagerado de carne vermelha ou carnes ricas em gorduras saturadas.

Equilíbrio é chave de tudo! Muitos estudos comprovam que o consumo excessivo de carne vermelha aumenta o risco de mortalidade e aparecimento de doenças crônicas, além de diversos tipos de câncer e doenças cardiovasculares. Portanto o consumo deve ser equilibrado, evitando exageros. Se for consumir, prefira as opções de carnes magras.

Exclusão de Cereais e Leguminosas.

Sempre devemos nos atentar à tolerância individual. Quando o consumo desses alimentos gera algum sintoma de desconforto gastrointestinal ou alguma reação alérgica, podemos optar pela exclusão definitiva ou temporária, até restabelecer a saúde gastrointestinal do indivíduo e dessensibilizar o sistema imunológico, ou seja, melhorar a tolerância do organismo a esse determinado tipo de alimento. Além disso, ao utilizar técnicas corretas durante o preparo, podemos melhorar muito a digestibilidade e diminuir os fatores anti-nutricionais neles presentes. No caso do feijão, a aplicação da técnica do remolho (*) diminui a liberação de ácido fítico, substância responsável pela formação de gases no intestino.
 (*) Remolho de grãos: coloque os grãos cobertos por água na panela de pressão, ao pegar pressão, desligue o fogo, troque a água e repita o processo para então submeter os grãos ao cozimento.

Consumo de Castanhas.

Esses alimentos têm sua composição nutricional muito rica e podem trazer inúmeros benefícios à saúde. Porém devemos nos atentar quanto à individualidade, uma vez que se trata de alimentos potencialmente alergênicos, ou seja, quando consumidos com frequência podem causar reações como dores de cabeça, desconfortos gástricos e intestinais, entre outros sintomas.

Exclusão de Leite e Derivados.

O consumo de leite de vaca traz muitas discussões e controvérsias. Apesar de ser um alimento muito rico em nutrientes, devemos levar em consideração que grande parte da população apresenta algum grau de intolerância a lactose (deficiência da enzima lactase) trazendo prejuízos à saúde, bem como em situações de alergia e hipersensibilidade a proteína do leite. Além disso, Alguns estudos científicos trazem dados sobre o consumo de leite e o aumento da inflamação no organismo, contribuindo, em alguns casos, com o aparecimento de doenças crônicas Acima de todas essas informações, devemos considerar que o leite que compramos no mercado é produzido a nível industrial, sofrendo perdas na composição nutricional e ganhando aditivos químicos e conservantes para garantir sua segurança de consumo.

Zone Diet.

Com uma proposta anti-inflamatória, a Zone Diet, visa equilibrar os níveis de hormônios ligados ao emagrecimento, através do consumo balanceado de carboidratos, proteínas e gorduras. Com caráter qualitativo e quantitativo, a dieta especifica quais alimentos de cada grupo devem ser priorizados, ou proibidos e suas quantidades.

Carboidratos: 
– De baixo índice glicêmico;
– Provenientes de alimentos naturais, coloridos, ricos em polifenóis (substancias antioxidantes, presentes nas plantas, frutas, vegetais e tubérculos);
– Nunca provenientes de açúcar e farinha refinada como pão branco, massas, bolos e doces.

Proteínas:
– Sempre pobres em gorduras saturadas, como peixes e aves sem pele.

Gorduras:
– Devem ser mono e poli-insaturadas;
– Provenientes de alimentos como as castanhas oleaginosas, sementes (linhaça, chia, semente de abóbora e girassol) abacate, açaí, peixes e frutos do mar, óleos vegetais não refinados, como o azeite de oliva.

O consumo alimentar é divido em blocos e através de um cálculo generalizado, determinam-se quantos blocos o indivíduo pode consumir em cada refeição.

1 BLOCO = 9 gramas de carboidrato, 7 gramas de proteína e 1,5 gramas de gordura.

Quando se trata de uma educação alimentar, o cuidado com a qualidade de cada grupo alimentar é muito interessante nessa dieta, porém é importante alertar-se quanto às quantidades pré-estabelecidas de cada nutriente e principalmente sobre qualquer tipo de suplementação. Essas quantidades só devem ser estabelecidas baseadas nas necessidades nutricionais específicas de cada indivíduo, levando em conta sua rotina, treinamento, taxa metabólica, composição corporal, o funcionamento do organismo como um todo, entre muitos outros aspectos.
No mais, a dieta oferece cardápios fechados com diferentes números de blocos, baseado nos hábitos alimentares da população norte americana. Esse sistema deixa de lado a lei da individualidade dos seguidores, o que pode trazer benefícios para uns e grandes prejuízos para outros, já que um plano alimentar não deve ser baseado em uma população geral.

Conclusão.
Ambas as dietas seguem diretrizes muito interessantes para um processo de educação alimentar. Sugerindo boas escolhas para um hábito alimentar muito mais rico e saudável.  De fato possuem caráter anti-inflamatório, uma vez que excluem alimentos industrializados, carboidratos de alto índice glicêmico e gorduras saturadas. E contam com um grande aporte de nutrientes antioxidantes, vitaminas e minerais provenientes de frutas, verduras, legumes e raízes.

Por outro lado, devemos tomar muito cuidado com o radicalismo, sendo equilíbrio a palavra de ordem.

O grande viés de dietas como essas é o direcionamento para uma população geral, deixando de lado a individualidade. Sabemos que um plano nutricional deve atender as necessidades de cada indivíduo, considerando seus aspectos bioquímicos, físicos, emocionais, sociais, culturais, cognitivos e patológicos. Portanto, não confie em dietas que levam ao radicalismo e grandes restrições – antes de tomar qualquer decisão de impacto à sua saúde, consulte um profissional da área.

www.brwod.com.br

www.dietzone.com

www.thepaleodiet.com

N-Magalhães.

nivaldomagalhaes50@hotmail.com

http://facebook.com/nivaldomr

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