Sou um Pouco de Todos que Conheci…

maos-de-deus-e-de-crianca2Na busca por uma definição da palavra “experiência”, deparei-me com um texto interessante de Wagner Herrera, chamado de Experiência e Premonição, onde ele discute com um amigo, a respeito de vantagem de uma pessoa experiente possa ter sobre a outra. Em sua narração, vi que era mais ou menos o que gostaria de falar prá vocês:

A experiência se dá pela agregação de padrões do que é estabelecido como “correto”, “bom”, pois se temos sucesso adotamos aquele padrão, se erramos, não adotamos nenhum modelo, simplesmente fazemos de novo até acertar ou desistimos; a isto, Nonaka e Takeuchi (1995) denominaram aprendizado tácito, isto é, o conhecimento do corpo que se dá na forma prática, analógica, subjetiva, contribuindo na formação dos modelos mentais do indivíduo. Os modelos mentais são a nossa base para a ação. Os seres vivos são comodistas, imediatistas, preferem um mundo estável, constante, linear, previsível, maino; em contra-partida detestamos imprevistos, riscos, instabilidade, pois geram desconforto e isso não faz parte da natureza humana.

O mundo em que vivemos é um mundo de mudança conferidas por saltos quânticos, não linear. Nossas experiências tornam-se efêmeras e a demanda por conhecimento, premente.

Explicando melhor, esse comodismo se dá em nível corpóreo, somos movidos pela lei do menor esforço e com mente não é diferente; existem vários exercícios que comprovam isso. O cérebro arquiva nossas experiências e quando percebe a eminência de uma ação que vamos realizar, compara com os padrões arquivados (estabelecido) – a experiência que temos sobre algo que precisamos empreender, tolhendo dessa forma, nossa capacidade criar coisas novas, de improvisar, de inovar. Vamos imaginar um ambiente instável, sujeito às ameaças, desconhecido!

Como nossa experiência contribuiria? Pergunto e respondo: nossa mente não encontraria padrões estabelecidos para medidas satisfatórias nesse ambiente e aí agiria com posturas defensivas, na auto defesa (sobrevivência), manutenção do status quo (estabilidade), porém num ambiente de mudanças, estratégias reativas ou de adaptação não garantem ganhos, avanços e, se o que buscamos é a competitividade, precisaremos mais que a manutenção, necessitamos medidas arrojadas, impulsivas, corajosas, inovadoras.

A experiência faz parte do componente “habilidade” que juntamente com os outros dois – a atitude e o conhecimento estruturam nossas competências. Ideal seria o desenvolvimento da premonição (enxergar o futuro), o contraponto da experiência (enxergar o passado), contudo no estágio do desenvolvimento humano que estamos, esta capacidade não se encontra desenvolvida, disponível, não faz parte do portfólio de aptidões.

http://www.wagnerherrera.blogspot.com

N-Magalhães

nivaldomagalhaes50@hotmail.com

 

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